Hipertensão arterial: temos uma grande chance de ter

Hipertensão arterial: temos uma grande chance de ter
A hipertensão Arterial sistêmica afeta em média 32% dos adultos brasileiros, o que significa que aproximadamente um terço da população adulta no Brasil apresenta elevação dos níveis pressóricos. Das pessoas acima dos 70 anos, ao redor 75% está hipertensa (dados do Ministério da Saúde-2013). 

A HAS é uma condição clínica multifatorial que se caracteriza por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. Em geral as cifras acima de 140 x 90 mmHg podem ser consideradas como elevadas, porém, novas recomendações apontam no sentido de aceitar como tolerável cifras uma pouco maiores, de 150/90, a partir dos 60 anos. 

Apesar dos avanços tecnológicos a HAS persiste com prevalência elevada e com taxas de controle reduzidas, estes números podem ser justificados, em parte, devido ao envelhecimento da população. Quanto mais velho o indivíduo maior a chance de ser portador de hipertensão arterial, pois, há uma correlação direta e linear da pressão arterial com a idade.

Como a maioria das enfermidades, também na HAS, quanto mais precoce o diagnóstico menores são as consequências. Levantamentos realizados através de entrevistas por telefone em 2011, pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel – 2011), apontam que apenas 22,7 % das pessoas declaram ser hipertensas, sugerindo que um importante desconhecimento da doença, por parte da população. A dificuldade de acesso ao atendimento médico e a desinformação podem estar contribuindo no retardo do diagnóstico, pois, quanto menor o nível social, de escolaridade e nas pessoas do sexo masculino, mais provável é o diagnóstico tardio. 

Pessoas com história familiar de HAS, obesidade e sedentárias devem ficar atentas e fazer controles regulares de sua pressão arterial, pois, são considerados com maior risco de desenvolver hipertensão. A alta ingestão sal na dieta também é um grande fator de risco especialmente na nossa população com hábitos que adicionam elevadas taxa de sal na dieta.

A sobrecarga crônica do sistema cardiovascular, desencadeada por níveis elevados de pressão arterial acarreta consequência diversas como a cardiopatia hipertensiva, exacerba o aparecimento da doença aterosclerótica, aumenta o risco para o desenvolvimento de trombose, doença isquêmica cardíaca, vascular periférica, renal e cerebral. As manifestações cardiológicas variam de angina, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca até a morte súbita. A doença de Alzheimer, demência vascular, até déficit cognitivo variado também pode ser decorrentes do comprometimento vascular devido a HAS. 

A HAS é considerada uma das causas de maior redução da expectativa e da qualidade de vida dos indivíduos. As consequências e sociais são importante: há perda de qualidade de vida, dependência total ou parcial para realização de tarefas de auto-cuidado, isolamento social, absentismo ao trabalho, redução do poder aquisitivo, maiores gastos com assistência médica e frequentemente aposentadoria precoce.

O diagnóstico da hipertensão arterial é fácil e pouco oneroso uma vez que não requer tecnologia sofisticada. As pessoas devem ficar atentas, periodicamente revisar a pressão arterial, usar regularmente a medicação prescrita pelo médico e manter hábitos de vida saudáveis. Estas medidas simples poderão reduzir de forma significativa o impacto desta doença no futuro.

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