Festas de final de ano: excedentes de energia acumulados e o impacto para a saúde

Festas de final de ano: excedentes de energia acumulados e o impacto para a saúde
Inicia a temporada das festas, abuso alimentar, pouco tempo e menor disposição física para gastar os excedentes de energia acumulados. Como fator agravante, frequentemente após as festas de final de ano, se seguem as férias, onde os excessos alimentares são permitidos e nem sempre há espaço para o exercício.

Neste período, além do arrependimento e alguns quilos a mais, poderá haver também um custo para a saúde. Sabe-se que excedente de energia, ou seja, ingerir mais do que consome, leva a aumento da resistência à insulina que é o primeiro passo para o diabetes outros problemas metabólicos.

A atividade física pode afetar muitos aspectos do metabolismo, mas não está claro até que ponto isso se baseia na manipulação do balanço energético.

Estudo recente publicado no jornal de fisiologia (J Physiol. 2013 Nov 25), realizado por cientistas da Universidade de Bath, na Inglaterra sugere que manter algum exercício diário, pelo mesmos moderado, neste período crítico, poderá diminuir muitos os efeitos prejudiciais dos excessos alimentares.

Os pesquisadores realizaram a experiência num grupo de 26 homens jovens e saudáveis, que realizavam exercido regularmente e não eram obeso, todos foram submetidos a exames prévios, os quais incluíam biopsia de tecido adiposo e testes de tolerância oral à glicose. O objetivo era avaliar os efeitos da sobrecarga calórica por curto período de tempo, em pessoas normais. Todos deveriam aumentaram sua ingestão calórica, durante uma semana.

Um dos grupos foi designado para se exercitar diariamente a um ritmo de intensidade moderada, em uma esteira por 45 minutos e consumir aproximadamente 75% mais calorias do que anteriormente consumiam. O outro grupo devería permanecer sem atividade física e consumir diáriamente 50% mais calorias que o consumo regular anterior. A ingestão calórica 25 por cento maior do grupo que se exercitava era para manter um certo equilíbrio entre o aumento de consumo e o gasto calórico neste novo cenário, entre os grupos.

Depois de apenas uma semana, a analise dos resultados evidenciou que os níveis de insulina aumentou 2 vezes a partir da linha de base para acompanhamento no grupo que não realizou atividade física, havia um declínio significativo e pouco saudável do controle de açúcar no sangue e, igualmente preocupante, as células de gordura biopsiadas pareciam ter desenvolvido alterações desfavoráveis. Nestas células, quando examinadas usando técnicas de teste genético sofisticados, havia manifestações de vários genes que contribuem para alterações metabólicas insalubres e supressão de outros genes que são importantes para um bom funcionamento do metabolismo.


No grupo que realizou exercícios não houve mudança significativas na característica genética das células e o controle de açúcar no sangue permaneceu adequado. Portanto, parece que o exercício contrabalançou  a maioria dos efeitos de superalimentação de curto prazo. 

"O exercício parecia cancelar completamente fora muitas das mudanças induzidas pela superalimentação e atividade reduzida", disse Dylan Thompson, professor de ciências da saúde da Universidade de Bath e autor sênior do estudo.

Do ponto de vista científico, este achado sugere que os efeitos metabólicos de excessos e sedentarismo são multifacetados, Dr. Thompson disse, com um excedente de energia provocou modificações na expressão genética, bem como outras alterações fisiológicas. Ou seja incluir um atividade física diária vai impedir muitas das mudanças negativas no organismo, pelo menos no curto prazo.

"Neste período de consumo alimentar excessivo reserve com maior empenho o tempo para fazer o exercício físico . Com certeza estará entrando em  2014 com mais saúde."
Fonte: J Physiol. 2013 Nov 25

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