Longevidade: é necessário se preparar para ter qualidade de vida

Longevidade: é necessário se preparar para ter qualidade de vida
Conforme censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com aproximadamente 20 milhões de idosos, a expectativa de vida supera os 73 ano e, já há um contingente significativo de pessoas acima dos 100 anos. Estima-se que, em 2050, o Brasil será o quinto país do mundo em número de idoso, em 64 cidades no Rio Grande do Sul os idosos representam 20% da população. 

Vários estudos apontam que 25% a 30% da longevidade é determinada pelo fator genético e os 75% restantes decorrem do estilo de vida. Assim, o dia de amanhã depende do que se faz hoje, comer de modo equilibrado, gastar energia de forma adequada, fazer exercícios físicos e controlar o estresse são apontados como importantes para alcançar a longevidade. Questões psicológicas relacionadas ao afeto e emoções também são significativas, as pessoas que tem vínculos, amigos, que se sentem úteis depois da aposentadoria, vivem plenamente e melhor.

Quando estes cuidados não são observados de forma completa o aumento da expectativa de vida pode não ser acompanhado de qualidade de vida. Esta importante questão tem sido objeto de estudos, como o desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) chamado de Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). Neste estudo foi observado que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, pois convivem por mais tempo com doenças crônicas típicas de sua faixa etária, portanto com maior morbidade, comprometendo a qualidade de vida.

São consideradas doenças crônicas: hipertensão arterial, diabetes, cardiopatias, doença pulmonar crônica, doenças mentais, como depressão e demências, doenças articulares, como artrite e artrose, e o comprometimento ortopédicos secundários aos acidentes.

A pesquisa demonstrou que, caso fossem desenvolvidas políticas públicas preventivas voltadas para esta população estes problemas poderiam ser minimizados. Porém deve ser lembrado que, por maiores que sejam os esforços governamentais em políticas de saúde para esta faixa de população, os resultados poderão ser pífios se não houver uma atitude  pró-ativa no sentido de corrigir outros fatores hábitos de vida inadequados como sedentarismo, distúrbios alimentares e tabagismo.
 
A qualidade de vida tão almejada também passa por organizar as finanças e se preparar economicamente para esta fase da vida. As pessoas que conseguem manter o equilíbrio de despesas e receita conforme suas necessidades, após a aposentadoria evoluem com menor incapacidade.

A velhice não acontece de repente ela deve ser preparada para que a tão esperada longevidade seja com qualidade de vida.

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